Slash prova, ao vivo, que não depende de glórias do passado para ser um herói
Postado em 03 de junho de 2019 @ 19:00 | 210 views


No dia 21 de maio de 2019, a Hits Entretenimento presenteou os fãs gaúchos com (provavelmente) o melhor show do ano até o momento.

A apresentação aconteceu no Pepsi On Stage, clássica casa gaúcha para shows com público acima de 3 mil pessoas. Apesar de não atingir a lotação máxima (como a primeira vinda do guitarrista em 2012… aquilo foi insano!), chegou perto disso. E quem teve a responsabilidade de aquecer tanta gente foi a banda local Rebel Machine, divulgando seu segundo (e ótimo) álbum Whatever It Takes. A banda foi ovacionada, inclusive, pelo próprio Myles Kennedy ao final da noite.

Mas seguindo a ordem dos fatores… Após uma agradável apresentação da banda porto-alegrense, o homem da cartola sobe ao palco com uma equipe extremamente competente: Frank Sidoris na guitarra base, Brent Fitz na bateria (já conhecido por trabalhar com Alice Cooper, Bruce Kulick, Vince Neil, entre outros), Todd Kerns no baixo (e que é um vocalista à altura do principal) e o incrível Myles Kennedy (Alter Bridge) nos vocais. Abaixo, você pode ver nossa cobertura em vídeo:

 

 

O único ponto negativo da noite veio após a terceira música, em um momento que desagradou um pouco os profissionais da imprensa presentes. Após a sessão de fotografias (que se encerra antes da quarta canção), todos foram removidos do Pepsi On Stage, sendo o retorno permitido apenas se deixassem o equipamento no lado de fora. Não é algo incomum, mas normalmente avisa-se com antecedência quando há essa exigência. Nesse caso, a notícia veio de surpresa. Infelizmente, alguns profissionais não se programaram para isso e tiveram que ir embora do show por não ter onde guardar as câmeras e lentes.

Problemas que acontecem. Vida que segue. (Mas poderia ser evitado).

Apesar dos pesares, nenhuma outra reclamação cabe à banda ou à produção. Em um show grandioso, de encher olhos e ouvidos, Slash mostra por quais motivos tem a grandeza que tem. E sem precisar se apoiar no passado! O guitarrista é o ex-Guns N’ Roses (embora agora tenha retornado à banda) mais bem sucedido em um projeto solo entre mais de 20 músicos que passaram pelo grupo ao longo dos anos.

Nas duas primeiras visitas ao Brasil divulgando seus discos, 6 ou 7 canções do Guns eram apresentados para agradar os fãs mais antigos, juntamente com uma ou duas do Velvet Revolver e Slash’s Snakepit. Dessa vez, “Nightrain” é a única visita ao passado de Slash. As outras 20 canções são da carreira solo, também cantadas a plenos pulmões pelo público, coroando o sucesso do show não apenas por ser uma personalidade emblemática da história do rock, mas também do seu presente (e futuro).

 

 

E esse é o valor maior de presenciar um show como esse… Nem mesmo os já consagrados se esgotam. É possível continuar fazendo, com originalidade e bem feito. É possível sempre subir um degrau, não importa o quão alto se esteja. Acomodar-se em um patamar confortável é uma opção? Pode ser (e não julgo quem quer viver do legado já desenhado). Mas é admirável que, após tantos anos, ainda seja possível cultivar a fome de rock n’ roll e de criação.

Slash + Myles Kennedy and The Conspirators | Porto Alegre | 21 de maio de 2019

The Call of the Wild
Halo
Standing in the Sun
Apocalyptic Love
Back From Cali
My Antidote
Serve You Right
Boulevard of Broken Hearts
Shadow Life
We’re All Gonna Die
Doctor Alibi
The One You Loved Is Gone
Wicked Stone
Mind Your Manners
Driving Rain
By the Sword
Nightrain (Guns N’ Roses)
Starlight
You’re a Lie
World on Fire
Anastasia

 

Formado em jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) desde 2014, iniciou a jornada nesse meio colaborando em diversos sites especializados em rock e heavy metal ainda em 2007. Fundador do Heavy Talk.

 
Categoria: News · Resenhas
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