Epica: Após tantas vezes no Brasil, ainda há o que valha a pena ser visto
Postado em 04 de março de 2015 @ 14:26 | 501 views


banda Epica se apresentando no Bar Opinião, em Porto Alegre.Os holandeses do Epica já são visitantes constantes em nossas terras. Com média de visitas a cada dois anos no Brasil, o grupo sempre passa por, pelo menos, quatro capitais apresentando uma miscelânea de músicas já consagradas e canções de trabalhos novos. Dessa vez excursionando pelo álbum The Quantum Enigma, lançado em maio de 2015, aportaram no Bar Opinião, em Porto Alegre, sob organização da produtora Abstratti.

Após cobrir seis shows da banda (este aqui descrito foi o sétimo), torna-se um tanto quanto difícil encontrar novos olhares para a apresentação. Mas há ainda no Epica algo notável que sempre faz valer à pena assistir mais uma vez: torna-se cada dia mais raro achar bandas que possuam a interação que eles possuem. A empolgação ainda é como a de um grupo de amigos que acaba de perceber “uau, nossa banda deu certo!“. Conversam, dançam, fazem caretas e cumprimentam-se uns aos outros o tempo todo em cima do palco. Quem dera todas as bandas tivessem a sensibilidade para perceber o quanto isso deixa tudo mais interessante para os que assistem. Talvez assim veríamos menos grupos agindo como robôs coreografados, fingindo que estão se divertindo para garantir um bom cachê… Esse fator compensa as críticas disparadas contra a utilização de playbacks pela vocalista Simone Simons (sim, os playbacks existem e dão um bom apoio, embora não diminua o evidente talento da ruiva).

 

O que esperar?

Esta foi a primeira apresentação no Brasil nessa turnê. Para os que vão estar presentes em algum dos outros shows (Curitiba, 04/03 | Rio de Janeiro, 06/03 | Belo Horizonte, 07/03 | São Paulo, 08/03) a primeira grande diferença é a participação do Dragonforce, que não veio para Porto Alegre. O set é bastante variável, não vou falar muito dele porque você pode conferir no fim da página. O solo de bateria está presente junto com “The Phantom Agony” e não é um solo massante como normalmente as bandas fazem (infelizmente). Mais uma vez, o Epica consegue entender o que o público gosta, reduzindo o tempo dos solos e dando mais espaço às canções. Existe um momento “Você Decide” (quem tem menos de 20 anos não sabe o que isso significa) onde a vocalista dá duas opções de músicas para que o público escolha. Ponto extra em interação, mais uma vez! Em Porto Alegre, as opções foram “Natural Corruption” ou “Sensorium“. A segunda opção recebeu preferência quase unânime. Espere também por um Coen Jansen careca. Quem é fã provavelmente já sabe. Eu pensei, por cerca de 3 segundos, que haviam trocado de tecladista. Fora isso, temos um Mark Jansen extremamente simpático e um Isaac Delahaye bebendo cerveja o tempo todo. Nada fora do normal.

Público de mãos erguidas na apresentação do Epica em Porto Alegre.

Uma coisa que tem se tornado presente com constância são os flash mobs. Consiste em uma ação organizada por fãs para homenagear seus ídolos durante o show. Algumas pessoas (cerca de 30% do público) levaram folhas simples com a frase forever and ever impressa. Os cartazes foram levantados durante a canção “Cry For The Moon“, o efeito ficou muito bacana e a própria Simone se apossou de uma das folhas em reconhecimento ao carinho.

Um show que sempre diverte e que vale a pena presenciar. Bem organizado, com um bom público mas sem superlotação. Encerraram ostentando a bandeira do Rio Grande do Sul, o que levou os orgulhosos gaúchos ao delírio (não falo ‘orgulhosos’ com conotação pejorativa… eu mesmo sou gaúcho, embora não entenda muito porque deveria me orgulhar disso). Devido a maternidade recente da vocalista, não esperava vê-la viajando o mundo tão cedo. Se isso não a segurou em casa, provavelmente contaremos com a visita do Epica novamente por volta de 2017.

Banda se despedindo do público fazendo uma reverência e segurando a bandeira do estado do Rio Grande do Sul.

Setlist:

The Second Stone
The Essence of Silence
The Last Crusade
Unleashed
Storm the Sorrow
Fools of Damnation
Sensorium (escolha do público)
The Obsessive Devotion
Victims of Contingency
Cry for the Moon
Solo de bateria
Design Your Universe

Bis:
Sancta Terra
Unchain Utopia
Consign to Oblivion

Web Editor/Journalist / SEO / Web Analyst at Koetz Advocacia and Produtor de Conteúdo at Heavy Talk Past: Cipex Idiomas Tramandaí and Jornal Dimensão Studied Journalism at Unisinos

 
Categoria: News · Resenhas
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