Cobertura completa do Armageddon Metal Festival 2019
Postado em 12 de junho de 2019 @ 19:20 | 389 views


No dia 1° de junho de 2019 a cidade de Joinville/SC recebeu o Armageddon Metal Festival com 15 bandas em mega estrutura.

O festival aconteceu no parque de eventos Expoville. Nossa saga exigiu um deslocamento de mil quilômetros (500 de ida e 500 de volta) para acompanhar as mais de 13 horas quase ininterruptas de som. Sim, quase ininterruptas. O evento contava com dois palcos, posicionados lado a lado, reduzindo o intervalo entre uma banda e outra à aproximadamente 5 minutos.

 

 

A primeira hora do festival inicio às 14h com o peso da Violent Curse seguido da banda curitibana Semblant. Esta segunda, uma grande revelação de profissionalismo. Além de um show de qualidade acima do esperado, merchans bem elaborados e muito bonitos. Inclusive contando com uma revista em quadrinhos que complementa o conceito do disco.

Na sequência, a banda instrumental Huey e os gnomos de Varginha que atendem pelo nome de Tuatha De Danann. Já com longa jornada na cena, o som folclórico do Tuatha foi o primeiro a acumular um número maior de público e ter canções entoadas em alto volume.

O som extremo retornou com as apresentações do Black Mass e Flesh Grinder. Já perto das 18 horas, foi a vez da banda Symmetrya, responsável por gravar a música tema do festival. Logo após eles, o The Secret Society foi outra grande revelação que agradou mais do que a expectativa.

Uma grande espera de retorno aos palcos veio com o The Mist. Aliás, um belíssimo palco, digno para a grandiosidade do show, que marcou o início das apresentações mais esperadas do dia. Às 20h, subiu ao palco o Gangrena Gasosa com uma performance invejável e que encanta qualquer um que presencie ao vivo (mesmo que não goste muito do som em estúdio).  Os fundadores do ‘saravá metal‘ são tremendamente originais e divertidos.

Carregando a responsabilidade de ser uma das bandas mais importantes do cenário underground brasileiro, o Ratos de Porão despejou peso e fez uma das melhores apresentações do festival. O carisma de João Gordo (acredite se quiser) e o simbolismo de Jão são referência para qualquer banda que deseje seguir sonoridade semelhante ao Ratos. Barulheira sim, mas muito bem tocada.

O Shaman, também um dos shows mais aguardados, trouxe o maior setlist da noite. Foram mais de 2 horas de apresentação, exibindo os discos Ritual e Reason na íntegra. A primeira metade sofreu com alguns problemas de som, mas a segunda compensou. O formato tem funcionado para shows solo do Shaman e em pequenos festivais. Em um evento onde 11 grupos já haviam se apresentado, foi impossível ignorar o cansaço. Talvez teria sido melhor um show mais enxuto reunindo grandes sucessos (que não faltam).

Os gregos do Rotting Christ foram os últimos headliners (mas não os últimos a se apresentarem) e deixaram muito claro como se tornaram tão respeitados no cenário black metal ao longo de décadas de carreira. Infelizmente, só pudemos presenciar as últimas cinco canções por estarmos no camarim entrevistando o Shaman.

O princípio do fim veio com a Motorocker. Tocar após os headliners é uma missão difícil e, talvez, injusta. Porém, a qualidade do nosso “AC/DC em português” é inegável e manteve alguns fieis escudeiros para curtir ainda com muito vigor (nós entre eles). A última banda a subir ao palco foi o Total Death, já próximo às 3 horas da manhã. Por motivos de segurança (poucas horas pra dormir e 500 quilômetros de estrada no dia seguinte) não foi possível assistir.

Enfim, a experiência foi incrível. O desgaste é o preço a pagar por participar de algo com essa grandeza. O Armageddon Metal Festival comprova que é possível fazer um evento ambicioso com profissionalismo sem depender de grandes capitais. Serve como grande incentivo para aqueles que querem ver uma cena viva mas ainda não contribuem ativamente para isto. É hora de levantar do sofá e somar forças.

Quanto a nós do Heavy Talk, além desta cobertura, muitas coisas serão lançadas durante nosso recesso em julho. Você pode esperar por uma cobertura mais aprofundada dos shows do Tuatha de Dannan, Shaman e Ratos de Porão. Quanto a entrevistas, Bruno Maia (Tuatha De Danann), um inesperado e excelente papo com o incrível Paulo Baron, e uma entrevista com todos os integrantes do Shaman reunidos. Talvez a primeira em décadas. Em canais do YouTube, talvez a primeira na história!

Por hora, obrigado pelo seu apoio e seguimos na esperança de uma nova edição do festival em 2020.

Formado em jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) desde 2014, iniciou a jornada nesse meio colaborando em diversos sites especializados em rock e heavy metal ainda em 2007. Fundador do Heavy Talk.

 
Categoria: News · Resenhas
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