Ricardo Confessori e Fábio Laguna entram para o Tierramystica
Postado em 13 de julho de 2016 @ 11:18 | 300 views


Após diversos integrantes decidirem deixar o Tierramystica, o guitarrista e idealizador da banda Fabiano Müller anuncia que o baterista Ricardo Confessori (Angra, Shaman) e o tecladista Fábio Laguna (Hangar) são os novos membros oficiais no lugar de Duca Gomes e Luciano Thumé, respectivamente. Além deles, também foi anunciado que o guitarrista Bruno Lacerda entrará na vaga deixada por Alexandre Tellini e o baixista Gustavo Strapazon (Scelerata) assumirá a vaga que era de Rafael Martinelli.

Com a nova formação, o Tierramystica é composto por: Dan Rubin (vocal), Ricardo “Chileno” Durán (vocal, zampoña, ocarina, craviola, violão e charango), Fabiano Müller e Bruno Lacerda (guitarras), Gustavo Strapazon (baixo), Fábio Laguna (teclado) e Ricardo Confessori (bateria). Abaixo você pode assistir ao vídeo da entrevista anunciando os membros e os próximos projetos do Tierramystica.

 

 

Muitas mudanças estão ocorrendo agora no Tierramystica. Saiu uma galera e eu queria que você falasse mais ou menos como foi essa transição. Por que os membros decidiram deixar a banda e quem serão os substitutos que vão cumprir essas lacunas dentro do Tierramystica?

Fabiano Müller: Na verdade a gente vinha bem há uns 7 ou 8 anos. A banda conseguiu realizar um bom trabalho nesse período, você mesmo acompanhou muitas das nossas turnês com outras bandas e tudo mais. Houve uma mudança de direcionamento por parte dos integrantes de buscar outros caminhos. Tanto na parte profissional quanto na parte pessoal. E isso não estava mais casando com o projeto da banda. Tem que ter toda uma dedicação, um foco naquilo que se está fazendo. Quando aquilo passa a ser dividido com outras coisas na sua vida, isso não funciona mais tão bem.

E isso partiu, na verdade, deles. A gente entrou em uma conversa, eles acharam melhor cada um procurar o seu caminho. A gente continua amigo, todo mundo se fala, ninguém brigou. Mas o Tierra continua, o trabalho não podia parar. Foi um trabalho que a gente pensou muito antes de fazer. Toda a questão não só de marketing na banda, mas a questão sonora, a ideia da banda, a proposta, o que a gente queria transmitir e tudo mais. Foi feito um trabalho bem arrojado nesses últimos anos, né. Então a banda não ia parar. Saiu todo mundo, ficamos Chileno e eu somente, que são os dois que haviam começado com a ideia dessa mescla de música latina com heavy metal.

E eu tracei um perfil de pessoas que eu gostaria de trabalhar junto. Em cima desse perfil, fomos buscar os nomes das pessoas. Então o cara que mais se adequava ao trabalho no teclado era o Fábio Laguna, ele vai ser o tecladista do Tierramystica.

Na bateria o Confessori, que é um cara que tem uma experiência gigante pra mim, gravou o disco que eu considero o melhor disco de rock brasileiro, que é o Holy Land. Um disco que até hoje eu escuto e penso “que fantástico”! Tem uma musicalidade fenomenal aquele disco. Fora todos os outros trabalhos que ele realizou que foram todos fantásticos… Tanto o Laguna quanto o Ricardo.

E chamamos para a guitarra um cara que é mais do rock, que já teve sua experiência com heavy metal mas é um cara em vituose que se chama Bruno Lacerda, vocês todos vão conhecer o trabalho dele em breve. É um grande guitarrista que entrou no lugar do Alexandre, que é um grande musico e precisava de um cara à altura para substituir.

Eu estava ouvindo uma guia de uma música nova de vocês e queria saber se o Confessori e o Laguna já ouviram e o que eles acharam? O Bruno eu sei que tocou na guia.

Fabiano Müller: Essa pergunta era melhor direcionada a eles do que a mim, né. A forma de trabalhar agora é um pouco diferente. O Laguna já está um pouco mais acostumado porque toca no Hangar, em que uns moram aqui, outros em São Paulo, outros no Rio de Janeiro. Para mim é meio novo e a gente tá se adaptando. Mas com a tecnologia hoje é fácil. A gente grava uma guia aqui, manda por e-mail, o cara grava lá, manda pra cá. Essa parte tá tranquila.

Eles acharam bacana o som, já gostam do trabalho, tanto que toparam ingressar nessa jornada conosco para a gravação desse terceiro álbum que está vindo aí. A gente está bem entusiasmado, porque eu queria uma cara diferente nesse terceiro disco. Vão ter os elementos latinos como sempre. Essa identidade é tão forte que não tem como se perder. Mas eu queria uma sonoridade diferente. Porque o primeiro e o segundo disco nosso foram reforço um do outro. Então agora esse terceiro é o que a gente está colocando uma expectativa grande. Nós vamos gravar essa guia que você ouviu, vamos lançar ela já para que os fãs possam identificar a cara nova da banda, vamos fazer um vídeo dessa música e acredito que em setembro, no máximo, esteja lançado. E em janeiro eu espero que a gente já comece as gravações.

E com o Confessori e Laguna morando em São Paulo, eu queria saber se já tem planejado como vai ser alogística do Tierramystica tendo três integrantes no Rio Grande do Sul. Se vocês já tem um planejamento de como fazer para shows. Em estúdio eu sei que pode um gravar aqui, outro gravar ali e é fácil. Mas para shows como vocês pretendem se organizar?

Fabiano Müller: A tecnologia também ajuda para isso. Ensaio a gente manda material, os caras ensaiam sozinhos, um pouco antes das turnês a gente se reúne. Dependendo de onde é, por exemplo, em novembro a gente vai ter uma turnê na Argentina. Vão ser quatro datas lá e uma provável data no Uruguai, depois Porto Alegre e alguns outros lugares que ainda não estão definidos. Então como a turnê é mais próxima da região sul, eles vem pra cara, a gente ensaia aqui, passa uns dias ensaiando juntos, e depois partimos para a turnê. É assim que vai funcionar, o formato tem que ser esse. Se os shows fossem em São Paulo, por exemplo, nós iríamos para lá, passaríamos alguns dias lá ensaiando com o pessoal, e depois partiríamos para a turnê.

Já tem uma previsão de lançamento do terceiro disco?

Fabiano Müller: Não, não temos previsão de lançamento, só para iniciar as gravações, que é em janeiro. O Ricardo deve estar entrando em estúdio em janeiro, no máximo fevereiro, para gravar as baterias do disco. A partir daí vai ser rápido. Rápido para os padrões do Tierramystica, né… Quinhentas coisas para gravar, flauta, violão, charango e o escambau… Mas o início com certeza vai ser no primeiro mês de 2017. A gente está mais vivo do que nunca, vai vir um grande trabalho pela frente, um trabalho bem mais maduro que vai nos levar além em todos os sentidos.

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Categoria: Entrevistas · News
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