Hibria: Show comemorativo de lançamento e documentário em DVD
Postado em 17 de novembro de 2015 @ 13:39 | 119 views


Uma apresentação nostálgica que reuniu 8 músicos em cima do palco e anunciou o lançamento de um documentário em DVD para 2016.

A banda porto-alegrense de heavy metal Hibria se apresentou no Teatro do CIEE no último domingo, 15 de novembro. O show marcava o lançamento do quinto álbum de estúdio da banda, chamado apenas Hibria. Além do quinto disco, a banda completará 20 anos em 2016. Sendo assim, anunciaram durante o show que diversas câmera estavam registrando tudo para um documentário em DVD sobre a história da banda, que deve ser lançado em breve.

Com produção da Outros500, o teatro estava contava com 70% dos assentos ocupados, que não tiveram muita chance de uso, uma vez que dificilmente os fãs da banda aceitariam assistir a uma apresentação sentados. Com duração bem mais longa do que as apresentações usuais da banda (ao todo foram 2 horas e meia), o Hibria trouxe para Porto Alegre a mesma apresentação que realizou no Japão, terra onde possuem uma legião massiva de fãs.

Uma apresentação especial para uma noite especial. Uma dobradinha acústica de “The Skull Collectors” e “Shall I Keep On Burning” nos dá oportunidade de perceber que o vocalista Iuri Sanson parece desafiar os limites do que é humanamente possível. André Meyer, da Distraught, foi um dos grandes presentes aos fãs, participando com os vocais que marcaram duas faixas no álbum de 2013… a que dá nome ao disco, “Silent Revenge“, e “Silence Will Make You Suffer“. Além dele, os ex-membros Diego Kasper (guitarra) e Marco Panichi (baixo) juntaram-se aos atuais integrantes para o ponto alto do show, onde os 7 músicos tocaram juntos o hit, do álbum The Skull Collectors de 2008, “Tiger Punch” – primeira canção da banda a ganhar um videoclipe.

 

 

Entrevista com Diego Kasper e Marco Panichi
Respectivamente, ex-guitarrista e ex-baixista do Hibria

 

Marco Panichi, Diego Kasper, ex-membros do Hibria que fizeram uma celebração aqui com a banda hoje. Foi muito bom, muito nostálgico, ver vocês tocando de novo. Eu não sei se vocês estão envolvidos com música ainda, o que estão fazendo da vida, ou para que lado o vento soprou a vida de vocês, mas falem um resumo de como é que vocês estão e o que vocês sentem falta, que hoje retornou à memória de vocês.

Marco Panichi: Bom, eu não tô nada envolvido em música, não tô fazendo nada, só tocando blues em casa…Há 6 meses que eu voltei a tocar, faziam 5 anos que eu tinha parado totalmente.

Diego Kasper: Cara, eu continuo tocando em casa, estudo um pouco o instrumento, obviamente não como estudava antes. E tento abrir os horizontes ouvindo outras coisas, sabe. Minha namorada também, ela toca e a gente toca coisas junto, enfim. O que eu to fazendo agora… Eu continuo envolvido com arte, mas arte visual, nesse caso, não com arte… Sei lá, não com arte auditiva. Trabalho com animação, e design e é minha pilha hoje.

Panichi: Foi muito bom o convite, surgiu há um mês atrás, alguma coisa assim. Obviamente que lembrar toda a parte… Tudo que exige voltar a tocar, toda a parte técnica e tal… Só que obviamente, sempre compensa pela recepção da galera, ver o grito, o sorriso do pessoal… É sempre recompensador e é sempre bom, independente se vai ser hoje, ou daqui há 10 anos.

Kasper: Pra mim, o que eu mais curto, é a convivência com os caras, na verdade. Porque, querendo ou não, tu cria uma irmandade quando tu tem uma banda e tal, tá sempre ensaiando, sempre junto, e essa é a parte mais legal. E sem falar de ver as pessoas que acompanham a carreira da banda, sei lá, lá desde o início. Então é isso cara, sinto saudade dos caras mas, enfim, é a saudade aquela de de repente ter um ensaio ou alguma coisa assim.

 

Entrevista com Iuri Sanson
Vocalista do Hibria

 

Eu queria saber de onde veio a ideia de trazer os caras das antigas pra tocar, o que essa noite significou pra vocês, né… AH! Antes disso, é a primeira entrevista que eu faço e tu tá com cabelo! Eu sei que é uma pergunta meio Ego, TV Fama, mas eu queria saber o que motivou essa mudança radical.

Iuri Sanson: O cabelo é o seguinte, cara, na real eu me olhei careca um dia, eu acordei, me olhei no espelho… E cara, enchi o saco de ser careca, tá ligado. E aí eu fiquei umas 3 semanas sem cortar. Daí eu falei “quem fica 3 semanas, fica 3 meses… e quem fica 3 fica 6!” E aí eu fui deixando e fui deixando, e tô curtindo porque eu ainda tenho cabelo!

Sobre a noite, véio. Show mais do que especial, porque hoje foi o último show do ano pro Hibria. E a gente estava com muitas câmeras gravando esse show, de vários ângulos, gravação dos ensaios, da gente saindo de casa… Porque 2016 vai ser um ano muito especial pro Hibria. A gente vai fazer 20 anos de carreira… Cara, e a gente tá com mais energia do que quando começou.

Então a gente não podia deixar de chamar os ex-membros da banda, Marco Panichi e Diego Kasper. Pra participar do show de hoje, que vai virar um documentário de 20 anos da banda, não só com imagens desse show, mas com imagens dos shows importantes, enfim, cenas de bastidores e tal…

Existe uma relação muito forte de vocês com o Japão, vocês são muito grande lá também. Como que eles falam Hibria? “Hibirúa?”

Sanson: Hibúria!

Como tá o relacionamento de vocês com o Japão e porque vocês acham que é tão grande… Tem essa potência toda o Hibria no Japão?

Sanson: O álbum que colocou o Hibria no mercado japonês foi o Defying The Rules, em 2004, né. Desde lá, cara, a gente têm recebido um apoio espetacular dos fãs japoneses. E a cada álbum a gente tem percebido que tem aumentado os fãs nos nossos shows. Cada turnê que a gente faz tem aumentado mais gente lá.

E o show que a gente fez hoje foi o show que a gente fez no Japão, comemorativo também ao relançamento do Defying The Rules, que foi feito só lá no Japão. Por isso que o show teve esse tamanho tão grande, né, 2 horas e meia de show. A gente tocou 6 músicas do Defying The Rules, cara… 4 ou 5 do Silent Revenge, 3, mais a que eu toquei acústica, do Skull Collectors. Então, cara… músicas do Blind Ride são mais 3… Do álbum novo também a gente tocou 4 músicas… Mais as intros, e os solos, né…

Os japoneses gostam muito disso, de ver a galera ali chamando, fazendo com que eles façam parte do show. Então a gente bolou um show bem especial mesmo, foi até o Japão, o pessoal curtiu pra caramba e a gente fez questão de tocar aqui em Porto Alegre também exatamente o mesmo show de lá. Porque o público aqui também é especial.

Não tem como explicar direito por que que a gente tem esse respaldo tão grande do Japão. Nosso primeiro fã-clube oficial worldwide é do Japão, saca? Todo mundo que quiser entrar lá é Tiger Club. Quem se associa ganha uma camiseta exclusiva que foi feita lá, pode comprar, tem um pingente também. E é isso aí cara, o pessoal lá é demais, eles se mobilizam muito e conseguem fazer com que a gente tenha cada vez mais força pra tocar ficha na nossa carreira.

 

 

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Categoria: Entrevistas · News
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