Accept: Em entrevista, Wolf fala sobre The Rise Of Chaos, próximos passos da banda e turnês de aniversário
Postado em 22 de novembro de 2017 @ 08:30 | 156 views


O Accept voltou a visitar o Brasil neste mês com seis datas marcadas e apenas cinco shows realizados (infelizmente). Conversamos com o guitarrista e fundador Wolf Hoffmann sobre o cancelamento do show de Fortaleza, o 7×1 da Alemanha no Brasil, disco recente, turnês de aniversário, e muitas outras coisas!

O Accept completou em 2016 quarenta anos de existência. Em 1976, na Alemanha, cinco amigos se reuniram para fundar uma banda. Em 1982, ganharam destaque com o disco Restless And Wild e, em 1983, o sucesso foi consolidado com o disco Balls To The Wall.

Em 2017, quinze discos e quarenta e um anos depois, apenas dois integrantes da primeira formação permanecem: o baixista Peter Baltes e o guitarrista Wolf Hoffmann. Junto com eles, o guitarrista Uwe Lulis, o baterista Christopher Williams e o incrível vocalista Mark Tornillo compõem a atual formação do Accept.

 

Wolf Hoffmann, guitarrista e fundador do Accept

 

Em uma breve pincelada sobre a história do Accept e algumas projeções futuras, Wolf Hoffmann nos contou os motivos de não acreditar em turnês que celebram aniversários ou datas especiais. Também falou um pouco a respeito do disco The Rise Of Chaos e sobre a adaptação de dois novos membros na banda. A passagem do Accept pelo Brasil dessa vez foi marcada por um palco bem mais completo, que enriquece visualmente a experiência do show. Infelizmente, uma das datas não pode ser cumprida… Devido a alguns cancelamentos de voos, os fãs que iriam ao show de Fortaleza terão que esperar mais um pouco para encontrar os alemães. Mas Hoffmann garante que a data será remarcada.

 

Confira abaixo nosso vídeo com tudo isso e muito mais:

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Se preferir, leia abaixo a entrevista por escrito:

Como está a visita ao Brasil mais uma vez?

Fabuloso! Fabuloso! É ótimo estar de volta! Estamos aproveitando o dia hoje, o tempo está lindo.

O álbum The Rise Of Chaos, o mais recente, tem um grande sucesso em todo o mundo. Os fãs estão gostando muito. Eu queria saber qual é o conceito desse álbum e como ele foi criado.

Sim, obrigado. Eu não sei… Nós não temos um conceito, para ser honesto. Nós nunca fazemos. Nós temos apenas uma coleção de músicas. Nós escrevemos músicas até sentirmos que temos material bom para um álbum. E em algum ponto é claro que temos que pensar em um título. Nesse caso escolhemos “Ascensão do Caos” porque parece se encaixar nos tempos que estamos vivendo. Se você olhar ao redor do mundo, se você assistir às notícias hoje, parece que tem muito caos e a ascenção do caos está ficando cada vez mais forte. Então pareceu ser um bom título. E essa é a única razão, nós nunca fazemos álbuns conceituais.

E agora nós finalmente temos Uwe e Christopher em um álbum de estúdio do Accept.

Certo!

Como foi a gravação com eles? Eu sei que no meio do processo vocês gravaram um DVD. Então como vocês administraram isso?

Bem, essas duas coisas são totalmente separadas. Porque um DVD é apenas um show que é filmado e tudo o que você precisa fazer, na verdade, é mixar. Mas escrever músicas é um processo completamente diferente, realmente toma um longo tempo e nesse caso… Sab, o álbum não foi feito de maneira muito diferente dos anteriores. Nós usamos o mesmo produtor e os mesmos caras escrevendo as músicas, Peter e eu mesmo fomos os principais, então é ótimo ter dois novos caras na equipe. Mas eles realmente não mudaram muito o processo, para ser honesto. Porque nós somos, sabe, uma máquina que trabalha muito bem. Estamos gratos por ter eles na equipe, mas realmente não mudou tanto assim.

Aqui no Brasil nós temos uma frase de sabedoria popular que diz “não se mexe em time que está ganhando”.

Correto, nós temos o mesmo ditado.

Após tantas décadas na estradam quão importante é para uma banda continuar compondo novo material e tentando inovar?

Eu acho muito importante, especialmente para nós! Nós sentimos, quando voltamos com Mark, quando tivemos esse renascimento há uns 10 anos atrás, meio que fizemos um juramento que não seríamosuma banda de nostalgia. Realmente não queríamos ser uma banda que toca apenas coisas antigas repetidamente. Porque, sabe, tem muitas bandas fazendo isso já. Pensamos que, se vamos fazer isso, vamos fazer direito e queremos escrever novo material que possa… Sabe, estar no mesmo nível das coisas que fizemos no passado. E acho que nós atingimos isso com estes últimos quatro álbuns. Talvez esse seja o motivo para termos feito quatro álbuns em oito ou nove anos, mais um DVD ao vivo. Eu acho que nós estamos bem produtivos nesses anos. E acho que continuaremos fazendo isso o máximo que pudermos. Porque gostamos! É divertido fazer algo que é relevante e importante para as pessoas. Essa é realmente a principal motivação apra nós. Ter algo que é relevante.

O Restless And Wild foi lançado há 25 anos e os fãs amaram, e no próximo ano Balls To The Wall vai fazer aniversário de 25 anos. Hoje em dia é comum que bandas façam turnês celebrando esses álbuns clássicos e tocando eles inteiros. O Accept planeja fazer algo assim?

Provavelmente não. Se você fica na estrada tanto tempo quanto ficamos, você poderia fazer uma celebração todos os anos. Eu acho que é quase como… Já foi feito por muita gente. Acho que está se tornando meio que… uma moda passageira e meio que um truque de marketing na minha opinião. Eu prefiro concentrar no que estamos fazendo agora do que nessas coisas de aniversário. Então… Não aposte suas fichas em nenhuma turnê de aniversário.

É claro que sempre há um próximo passo para qualquer banda. Qual é o futuro do Accept que você já tem planejado e tem algo que você sonha, sabe? Um grande objetivo que você deseja alcançar como uma banda de metal?

Bem, nós já alcançamos um monte de coisas mas… Sabe, eu não tenho objetivos específicos. Talvez um prêmio Nobel por heavy metal. Mas é improvável então eu não sei, cara. Nós apenas curtimos o que estamos fazendo. Eu não acho que há muito pelo o que fazer quando se está no estágio em que estamos. Como eu disse, estamos totalmente felizes onde estamos. Sempre queremos ser maiores e maiores, e fazer álbuns melhores, e esse é meio que o meu objetivo. Agora nós temos tanta coisa planejada que eu nem sei por onde começar. Agora estamos no meio da turnê sul-americana, e nós começaremos nossa turnê como headliner em janeiro e fevereiro, grandes festivais no próximo ano. Então nós estamos bastante ocupados.

E infelizmente um show em Fortaleza foi cancelado.

Sim! É uma pena!

Você sabe se há alguma possibilidade de reagendar?

Sim, estamos trabalhando nisso imediatamente. Acho que estamos procurando uma data na próxima primavera para reagendar. Certamente queremos compensar as pessoas, porque não foi culpa delas, não foi culpa nossa também. Foi apenas azar, você viaja por companhias aéreas e voos são cancelados e… você fica preso.

Não há o que fazer.

É, não há o que fazer. Nós tentamos remarcarpara um voo que nos levaria para Fortaleza meia-noite. Se fóssemos à meia-noite, talvez poderíamos tocar às 3 da madrugada. Mas até mesmo este voo foi cancelado. Então sem chance.

Nos anos 80 quando o Accept deu uma parada você começou a estudar fotografia, Certo?

Sim, sim, está certo.

Quão importante é ser um fotógrafo para a composição no palco ou artes conceituais do Accept. Você consegue fundir essas coisas? A fotografia com a banda?

Um pouco. Eu sempre fui um tipo de pessoa muito visual. Tenho um certo jeito para essas coisas. Então sim, eu me envolvo na fotografia da banda, eu faço todo esse tipo de coisa. Mas provavelmente é menos do que você imagina, porque de certo jeito são dois mundos diferentes. Eu gosto muito de fotografia, ainda até hoje. E há muito similaridade entre fotografia e música, porque são ambos artísticos… Há muita coisa para comparar. Definitivamente.

Você provavelmente sabe que a Alemanha esmagou o Brasil na última Copa do Mundo.

É, eu sei.

Eu gostaria de saber se você viu aquele jogo e como foi para você?

Na verdade eu vi! Eu sempre sentirei muito pelo time brasileiro. Foi um daqueles dias que você não consegue acreditar. Conforme ia acontecendo eu ficava “oh não!” Primeiro era “Yeah!” e depois era “Meu Deus…” Um pouco demais. Então eu não sei o que aconteceu, mas foi espetacular.

O que os seus fãs que estão assistindo podem esperar do Accept de agora para o futuro? Mande uma mensagem para os que estão assistindo.

O melhor show de metal da terra,é claro! É ótimo estar de volta. Desta vez nós trouxemos uma produção maior do que nunca. Para todas as pessoas que virão aos próximos shows, vocês vão ver que nós fizemos um esforço especial para trazer nosso palco completo e vai estar e soar fantástico. Animado para o show hoje à noite como para os demais no futuro. Então… Esperamos que um glorioso futuro heavy metal juntos!

 

 

Formado em jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) desde 2014, iniciou a jornada nesse meio colaborando em diversos sites especializados em rock e heavy metal ainda em 2007. Fundador do Heavy Talk.

 
Categoria: Entrevistas · News
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